Se você já se perguntou o que diferencia as várias formas de terapia, este texto é para você. A psicoterapia existencial é uma abordagem que ajuda a pessoa a lidar com as questões mais profundas de estar vivo — liberdade, escolhas, sentido, relações e finitude — sem receitas prontas. Aqui, explico de forma simples o que ela é e como olha para o seu sofrimento.
O que é psicoterapia existencial?
A psicoterapia existencial é uma abordagem da psicologia, inspirada na filosofia existencial (meus estudos permeiam os ensinamentos de Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir), que compreende o sofrimento não como um simples “algo a consertar”, mas como parte da experiência humana de existir e fazer escolhas. Em vez de focar apenas em sintomas isolados, ela olha para o modo como você tem vivido — suas escolhas, seus vínculos e o sentido que dá à sua vida.
Como ela entende o sofrimento?
Nessa perspectiva, sentimentos como angústia e ansiedade não são apenas inimigos a eliminar: podem ser sinais de que você está diante da sua liberdade e de escolhas importantes. A angústia, aqui, é entendida como o vertigem de existir e ter que decidir — algo humano, não uma falha. O trabalho terapêutico não é apagar o que você sente, mas ajudá-lo a compreender e a habitar isso com mais consciência e menos sofrimento desnecessário.
Como funciona uma terapia existencial?
- É um espaço de diálogo aberto, sem julgamentos e sem fórmulas prontas;
- Valoriza a sua experiência única, no lugar de rótulos e classificações rígidas;
- Ajuda você a reconhecer suas escolhas e a assumir a autoria da própria vida;
- Respeita o seu tempo — cada processo é conduzido de forma singular.
Para quem a psicoterapia existencial é indicada?
Ela pode ajudar quem vive momentos de crise, mudanças e decisões difíceis, mas também quem, mesmo com a vida “nos conformes”, sente ansiedade, vazio, falta de sentido ou o desejo de se reconectar consigo. Não é preciso estar em colapso para procurar terapia: ela também é um espaço de autoconhecimento e de cuidado.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre psicoterapia existencial e outras abordagens?
Cada abordagem tem seu foco. A existencial se concentra na experiência de existir — liberdade, escolhas, sentido e relações — e valoriza a singularidade de cada pessoa, em vez de partir de protocolos fixos.
A terapia existencial ajuda na ansiedade?
Sim. Ela ajuda a compreender a ansiedade dentro da sua história e da sua relação com escolhas e sentido, transformando aos poucos a forma como você lida com o sofrimento.
Preciso conhecer filosofia para fazer terapia existencial?
Não. A filosofia inspira a abordagem, mas o trabalho é sobre a sua vida, em linguagem simples e acessível.
Vamos conversar?
Se essa forma de olhar para o sofrimento faz sentido para você, podemos conversar. Sou Malu Mendes, psicóloga (CRP 12/15483) de abordagem existencial, e atendo presencialmente no centro de Florianópolis e online.
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Fonte: Existencialismo e psicologia: um ensaio sobre a liberdade (PePSIC).