A ansiedade na adolescência nem sempre aparece de forma explícita — muitas vezes se esconde atrás da irritação, do isolamento ou de queixas físicas. Como a adolescência já é uma fase de muitas transformações, pais e responsáveis podem ter dúvidas sobre o que é “normal da idade” e o que merece atenção. Este texto ajuda a reconhecer os sinais.

Como reconhecer a ansiedade na adolescência?

A ansiedade pode se manifestar no corpo e no comportamento. Fique atento a sinais como:

Como a família pode ajudar?

O apoio da família faz muita diferença. Ajuda ouvir com atenção e validar os sentimentos do adolescente (em vez de minimizar com um “isso não é nada”); fortalecer o diálogo sem cobrança; organizar uma rotina com sono, pausas e atividades físicas; e ter paciência, já que os filhos podem resistir no início. O objetivo não é “consertar”, mas caminhar junto.

Quando procurar ajuda profissional?

Quando a ansiedade começa a comprometer a vida escolar, social ou emocional do adolescente, o acompanhamento profissional é fundamental. A psicoterapia oferece um espaço seguro para o adolescente compreender o que sente e desenvolver recursos para lidar com isso — no tempo dele.

Perguntas frequentes

Como saber se é ansiedade ou “coisa da idade”?
Oscilações de humor fazem parte da adolescência. O alerta é quando o sofrimento é intenso, persistente e prejudica a escola, as relações ou o bem-estar.

Meu filho não quer conversar. O que faço?
Respeite o tempo dele, mantenha a porta aberta e evite pressionar. Buscar orientação profissional também ajuda os pais a saberem como agir.

Adolescente pode fazer terapia?
Sim. A psicoterapia é indicada e pode ser muito útil na adolescência, respeitando as particularidades dessa fase.

Vamos conversar?

Se você percebe sinais de ansiedade no seu filho (ou em você, adolescente que lê isto), podemos conversar. Sou Malu Mendes, psicóloga (CRP 12/15483) de abordagem existencial, e atendo presencialmente no centro de Florianópolis e online.

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Fonte: Saúde mental na adolescência: o que os pais podem fazer (Sociedade Brasileira de Pediatria).

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